terça-feira, 19 de novembro de 2013

Cadê a evolução que tanto procuramos?



O programa Encontro com Fátima Bernardes foi até uma escola do Rio de Janeiro e pediu a sete pais de crianças com idades entre 6 e 9 anos que assistissem ao vídeo de um pedido de casamento gay para ver como eles reagiriam.
Inspirado em um vídeo dos Estados Unidos, o vídeo tirado da internet mostra um homem que pede o parceiro em casamento no meio de um flash mob em um bar de Maringá, no Paraná. Depois foi a vez dos filhos assistirem ao mesmo vídeo.
Os pais das sete crianaçs comentaram as reações dos filhos e avaliaram positivamente o que viram: “Acho que quem mais aprendeu foram os adultos, porque quando a criança não é doutrinada a ter preconceito, ela aprende a aceitar mais, a amar mais”, disse uma das mães. “Quanto mais esclarecedor tudo aquilo que a gente vive, vai ser melhor para eles e para a educação do país. Acho que tudo tende a melhorar”, completou outra mãe.

O casal do vídeo, Daniel Simas e Gabriel Vecchi, conversou com Fátima através da internet. Gabriel contou que a ideia do pedido de casamento foi dele e que sempre quis fazer uma surpresa para Daniel. “Minhas primas têm uma academia de dança e elas deram a ideia do flash mob e foi superbacana, mas eu não imaginava que teria toda essa repercussão”, disse Gabriel, que contou ainda que a família inteira estava presente na hora do pedido: “Estava o meu pai, minha mãe, minha avó e todos os amigos”
Gabriel fez questão de ressaltar que a participação familiar foi muito importante para ele. “Aos 17 anos eu falei para os meus pais que eu era gay, que eu tinha nascido assim, que seria muito mais fácil se eu não tivesse nascido assim, mas eu me assumi e eles me respeitaram desde o começo. Minha avó tem 84 anos e ela aceita muito bem”, disse.
Daniel contou que a família dele também aceitou sua sexualidade sem preconceitos. “Comigo desde sempre eles me tratam de forma natural jamais teve uma distância no sentido de pesar. Minha família sempre me apoiou muito, estou aqui para falar pra todo mundo quem eu amo porque recebi esse apoio”, disse.
O mais engraçado que no vídeos das crianças americanas que contou com cerca de 15 minutos, as crianças eram mais jovens e com muito mais diálogo do que as brasileiras e encararam mais naturalmente. As crianças brasileiras apenas tiveram nojo e o vídeo com elas não passou de 3 minutos e os pais ficaram atrás observando. Será que só deixaram as crianças assistirem o vídeo porque era a " Fátima Bernardes" quem estava fazendo a matéria?
Será que por vivermos em um país completamente religioso, atraso este tipo de evolução? Enfim, vemos que as crianças continuarão sofrendo bullying no nosso país, continuarão sendo expulsos de casa e continuarão sem entender o motivo pelo qual ser homossexual é visto como "errado" para as pessoas.




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