sábado, 30 de novembro de 2013

LEVE-ME PRA SAIR


Dezenove minutos de muitos questionamentos: “Qual a sua opção sexual?”, “Homossexual, lésbica, gay, homoafetivo?”, “Ser gay te define?”, “Você tem medo?”. Essas são algumas das muitas perguntas que serviram de pano de fundo para o documentário Leve-me pra sair, realizado pelo Coletivo Lumika.
Um grupo e dez jovens, com idade entre 16 e 18 anos, expõe seu ponto de vista sobre vários assuntos ligados à orientação sexual. De maneira simples e até bem humorada, a nova geração fala com clareza e naturalidade sobre impasses e conquistas vivenciadas durante e após a decisão de assumir suas preferências. Mas o que nos impressionou foi a tranquilidade em falar sobre suas sexualidades se é que existe e a inteligência expelida pelos adolescentes principalmente o de camisa cinza que me fascinou, apesar do olhar vazio e amedrontado. Um belíssimo documentário que deu origem à aclamadíssima websérie entitulada com o mesmo nome. Vale muito a pena assisti-la.
DOCUMENTÁRIO



DROPS

CASAMENTO GAY


AMIGOS GAYS



MACHISMO



FILMES GAYS



EU SOU GAY?



QUEM TE INSPIRA?



SERIA HETERO?



FEMINISMO



INTERNET



QUESTÃO DE MATURIDADE?





WEBSÉRIE

EPISÓDIO 01


MONÓLOGO 01 - LETÍCIA



EPISÓDIO 02



MONÓLOGO 02 - CAIÚ ( tão eu )




EPISÓDIO 03 




MONÓLOGO 03 - LETÍCIA 02




EPISÓDIO 04




MONÓLOGO 04 - MARCELO



EPISÓDIO 05



MONÓLOGO 05 - MAURO



EPISÓDIO 06



MONÓLOGO 06 - FELIPE



EPISÓDIO 07 



MONÓLOGO 07 - ZÉ



EPISÓDIO 8



MONÓLOGO 08 - CAIÚ 02



EPISÓDIO 09 ( Final )



MONÓLOGO 09 - HELENA






sexta-feira, 22 de novembro de 2013

Inês Brasil ainda não FLOPOU, meu Brazzeeelll



Quem nunca quis ver esse sonho se tornando realidade?
O youtuber Fulano de Castro, que adora fazer videomontagens com a Inês Brasil, idealizou como seria a participação da candidata mais trash de todos os tempos no Big Brother Brasil.
Ela com certeza seria uma das maiores barraqueiras do programa, levando alfinetadas até do Bial. Mas nunca perderia o bom humor e o sorriso no rosto e aproveitaria tudo na casa.
Na hora de ver as inimigas sendo eliminadas ela quer mais é saber de curtir a vida e jogar seu rebolado sua alegria na cara das recalcadas. Alô, alô graças a Deus!
Boninho, fica aí a dica pra inovar no BBB14!
ines-brasil-ui-que-delicia
Ui, que delíciaaa!
Creditos:papelpop.com

terça-feira, 19 de novembro de 2013

Cadê a evolução que tanto procuramos?



O programa Encontro com Fátima Bernardes foi até uma escola do Rio de Janeiro e pediu a sete pais de crianças com idades entre 6 e 9 anos que assistissem ao vídeo de um pedido de casamento gay para ver como eles reagiriam.
Inspirado em um vídeo dos Estados Unidos, o vídeo tirado da internet mostra um homem que pede o parceiro em casamento no meio de um flash mob em um bar de Maringá, no Paraná. Depois foi a vez dos filhos assistirem ao mesmo vídeo.
Os pais das sete crianaçs comentaram as reações dos filhos e avaliaram positivamente o que viram: “Acho que quem mais aprendeu foram os adultos, porque quando a criança não é doutrinada a ter preconceito, ela aprende a aceitar mais, a amar mais”, disse uma das mães. “Quanto mais esclarecedor tudo aquilo que a gente vive, vai ser melhor para eles e para a educação do país. Acho que tudo tende a melhorar”, completou outra mãe.

O casal do vídeo, Daniel Simas e Gabriel Vecchi, conversou com Fátima através da internet. Gabriel contou que a ideia do pedido de casamento foi dele e que sempre quis fazer uma surpresa para Daniel. “Minhas primas têm uma academia de dança e elas deram a ideia do flash mob e foi superbacana, mas eu não imaginava que teria toda essa repercussão”, disse Gabriel, que contou ainda que a família inteira estava presente na hora do pedido: “Estava o meu pai, minha mãe, minha avó e todos os amigos”
Gabriel fez questão de ressaltar que a participação familiar foi muito importante para ele. “Aos 17 anos eu falei para os meus pais que eu era gay, que eu tinha nascido assim, que seria muito mais fácil se eu não tivesse nascido assim, mas eu me assumi e eles me respeitaram desde o começo. Minha avó tem 84 anos e ela aceita muito bem”, disse.
Daniel contou que a família dele também aceitou sua sexualidade sem preconceitos. “Comigo desde sempre eles me tratam de forma natural jamais teve uma distância no sentido de pesar. Minha família sempre me apoiou muito, estou aqui para falar pra todo mundo quem eu amo porque recebi esse apoio”, disse.
O mais engraçado que no vídeos das crianças americanas que contou com cerca de 15 minutos, as crianças eram mais jovens e com muito mais diálogo do que as brasileiras e encararam mais naturalmente. As crianças brasileiras apenas tiveram nojo e o vídeo com elas não passou de 3 minutos e os pais ficaram atrás observando. Será que só deixaram as crianças assistirem o vídeo porque era a " Fátima Bernardes" quem estava fazendo a matéria?
Será que por vivermos em um país completamente religioso, atraso este tipo de evolução? Enfim, vemos que as crianças continuarão sofrendo bullying no nosso país, continuarão sendo expulsos de casa e continuarão sem entender o motivo pelo qual ser homossexual é visto como "errado" para as pessoas.




segunda-feira, 18 de novembro de 2013

Dami Im



                     Australia não quer perder tempo com DamiIm, nunca vi um lançamento de cd tão rapido de um reality igual foi com esse!!! Será medo dela flopar? Ainda mais que são as musicas que ela cantou no reality que a levou a vitória. Dami fez um grande avanço para o reality, além de ser da categoria dos over's 25, e ser mentorada por Dani Minogue, irmã da Kylie, Dami teve Standing ovation em praticamente todas as apresentações. O que sempre me choca nesses realitys são as mudancas físicas e vocais dos candidatos!!! Nossa a Dami era horrorosa.... kkkkkk Simon tem que aprender a fazer um X factor bom nos USA, porque na sua 3 º temporada ainda fica pra trás das edições da Austrália e UK. O cd ta lindo, bem suave e limpo! Vale a pena, foi merecido a vitória! 

Dami In ( Baixem aqui )

Primeira apresentação



Melhor apresentação da competição





Todos queriam ve-la Twerkando






Melhor standing ovation EVER 



Silvio Santos é o cara



            Silvio Santos é o Cara. Pegando a onda da pegadinha que fizeram para divulgar o filme Carrie a estranha ( clique aqui ). Silvio resolver fazer uma para o lançamento de Chuck o boneco assassino e ficou hilário. Vejam:


sexta-feira, 15 de novembro de 2013

O perturbador WHAT NOW?



What Now” é completamente sobre Rihanna. O clipe novo, que a cantora divulgou há pouco, mostra a barbadense sozinha o tempo inteiro, dançando em várias salas, num clima meio macabro, quase que num ritual de filme de terror.
Ela aparece se contorcendo, dobrando o corpo para trás e para frente, usando unhas compridas e ora um vestido preto, ora um vestido mais claro. Usando um crucifixo no pescoço, ela parece sofrer, tipo um exorcismo, o que combina com o nome da música, que pergunta “e agora?”.
O clipe foi filmado em um armazém na Tailândia em setembro, durante uma pausa na turnê mundial de “Diamonds”. A música é o sexto single de “Unapologetic”, sétimo álbum de estúdio da cantora.
E agora?
Eu estive ignorando este nó grande na minha garganta
Eu não devia estar chorando, lágrimas são para os fracos
Nos dias que sou mais forte, "e daí", é o que digo
Isso é algo que falta

O que quer que seja, parece que está rindo de mim
Através do vidro de um espelho de duas faces
O que quer que seja, está rindo de mim
E eu só quero gritar

E agora?
Eu apenas não consigo entender
E agora?
Eu acho que eu vou esperar
E agora?
Ooh
E agora?

Eu encontrei o escolhido, ele mudou minha vida
Mas fui eu que mudei
E aconteceu de ele chegar no momento certo
Eu devia estar apaixonada
Mas eu não estou roubando

O que quer que seja, parece que está rindo de mim
Através do vidro de um espelho de duas faces
O que quer que seja, está apenas sentado rindo de mim
E eu só quero gritar

E agora?
Eu apenas não consigo entender
E agora?
Eu acho que eu vou esperar
E agora?
Ooh
E agora?

Não há ninguém para ligar, porque
Eu só estou brincando com todos
Quanto mais estou feliz, mais me sinto só
Porque eu passo todas as horas apenas levando as coisas
Eu nem mesmo posso fazer as emoções saírem
Seca como uma bomba, mas eu só quero gritar

E agora?
Eu apenas não consigo entender
E agora?
Eu acho que eu vou esperar
E agora?
Ooh
E agora?

Eu não sei para onde ir
Eu não sei o que sentir
Eu não sei como chorar
Eu não sei por quê
Eu não sei para onde ir
Eu não sei o que sentir
Eu não sei como chorar
Eu não sei por quê
Eu não sei para onde ir
Eu não sei o que sentir
Eu não sei como chorar
Eu não sei por quê

E agora?


Creditos: papelpop

quinta-feira, 14 de novembro de 2013

Miley Cyrus NÓS TE AMAMOS!!!!!



Miley Cyrus é foda e não dá sossego nem ao Justin Bieber.
Em uma participação na rádio londrina Capital FM, a cantora fez uma paródia do vídeo da brasileira Tati Neves, que supostamente teria dormido com o cantor Justin Bieber.
Nem precisa lembrar do bafafá, né?
Na paródia, Miley faz performance rápida sensualizando pra câmera.

quarta-feira, 13 de novembro de 2013

Mariah is Amazing!!!!



Para promover seu novo single “The Art of Letting Go”, Mariah Carey participou do programa do Jimmy Fallon e cantora topou fazer uma brincadeira super legal para seus fãs.
Alguns “lambs” sortudos foram convidados pra ouvirem pela primeira vez a nova canção, numa sala, todos juntos.
Enquanto todos curtem a voz de Mariah, a própria cantora entra no recinto, de surpresa, cantando ao vivo a faixa-título de seu novo álbum. E emoção transborda e reação dos fãs vocêvai ver agora!
Creditos:superpride

sexta-feira, 8 de novembro de 2013

Little Mix \ Boy



Quem são essas? Demitiram todas as Little Mix e contrataram outras 4 para o lugar das antigas? Porque depois do choque com a comportada “Move”, agora ouvimos essa “Boy” que não podia ser mais oposta à efusividade do primeiro disco delas.
Ariana Grande está para o urbanpop dos anos 90 como as LM agora estão para o R&B dos anos 90 com essa segunda faixa. “Boy” não é o segundo single, mas com certeza foi divulgada por ser outra que mostra a grande evolução do grupo do X Factor UK. Ao invés de ser como “Move”, que flerta com os anos 90, essa nova canção parece ter sido encontrada em uma fita K7 empoeirada dentro de alguma gaveta de uma gravadora, porque é 90′s R&B HtoT (head to toe!).
Pense nas harmonizações inacreditavelmente homogêneas das Destiny’s Child e o vocal sensual e aveludado da Aaliyah, tudo produzido pelo Timbaland, claro. Isso é “Boy”, uma homenagem àqueles bons tempos. A falta de uma base massiva me lembra muito a primeira música R&B que eu amei na vida, “Bills Bills Bills” das Destiny’s Child.
Também liberaram uma prévia de 30 segs de todo o disco “Salute”, a ser lançado dia 11 de novembro. Ainda não dá para ter uma posição sobre o disco, mas já dá pra sentir que está melhor que o primeiro!
Creditos: dontskip

quarta-feira, 6 de novembro de 2013

MACHOS ATIVOS COMEDORES, AS PASSIVAS, PROMISCUIDADE E O MEDO DE AMAR




       Vi este texto do Psicanalista Eliseu Neto, e achei super interessante e resolvi postá-lo. Lendo o texto percebi o quão ignorante somos diante atitudes normais do próprio ser humano.

      Primeiro, devemos pensar sobre o que é ser promíscuo. Para a ONU (Organização das Nações Unidas), significa ter mais de dois parceiros por ano. Pobres dirigentes que definiram assim, não devem ser muito animados.
No nosso meio, esse é um tema recorrente. Sempre acho irônico que um grupo que sofre preconceito na pele seja ele mesmo provocador de preconceito. Mas lembro, então, do educador Paulo Freire, que disse: “Sem uma educação libertadora, o sonho do oprimido é ser opressor”. Os gays, na falta de um referencial próprio, acabam utilizando aquilo que conhecem do meio heterossexual e tentam se organizar assim.
Eu gosto de fazer uma brincadeira com amigos (e lembre-se que, como se diz no senso comum, “toda brincadeira tem um fundo de verdade”). Digo que, nos aplicativos gays de celular e nos chats de bate-papo da vida, aquele que diz “preferir ser passivo”, não vai ser ativo nem com uma arma apontada pra cabeça, o “versátil” é, na verdade, o passivo com vergonha, o “ativo” é o versátil botando banca e o ativo mesmo, “puro-sangue”, não está online porque está muito ocupado comendo alguém. Essas são definições machistas, claro, mas que apontam essa necessidade no meio gay de mentir sobre a sexualidade (ou “melhorá-la”) ao procurar sempre uma posição que seria a do macho, “hétero”, ativo e comedor (também não é nada incomum ler ou ouvir “não curto afeminados”, quase a antítese dessa virilidade mostrada e desejada). Por que essa questão num texto sobre promiscuidade?
Porque reproduzimos agora o mesmo padrão que há séculos subjulga as mulheres, no qual o macho (somente ativo, no caso gay, em nosso preconceituoso imaginário) tudo pode (inclusive sexualmente) e a passiva, que ocupa aqui o espaço da mulher, tida como fraca e alvo fácil de preconceitos e violências, deve resguardar-se ou correr o “terrível” risco de ficar mal falada. Mais ou menos como meu avô dizia, em relação ao mundo dele: “Prenda sua cabrita que vou soltar meu bode”.
Podemos fazer uma lista interminável de preconceitos que rondam os já estigmatizados homossexuais. Por exemplo, há aqueles que curtem pegação e “fast-foda” (uma gíria para sexo rápido) e aqueles que prezam o sexo “não-promíscuo”, “de namoro” ou tido como “mais careta”.
As definições são tão acentuadas que parece muitas vezes que a pessoa que em alguma fase da sua vida quer somente curtir e não ter compromissos sérios torna-se pior ou inferior por causa disso; e aquele que vive dentro das normas “cristãs e morais” vira um ser superior. Pelo visto, pra esses últimos, o deus cristão pode até perdoar ser gay, mas não um sexo rapidinho, pra gozar.
As razões para esses diversos tipos de comportamento são bem profundas. Os gays carecem de um processo próprio de cultura, crescem na maioria das vezes se virando com o que aprendem do padrão heterossexual, dominante. Por não terem a chance de namorar em casa e flertar na escola, nutrem vergonha do próprio desejo e descobrem a sexualidade de forma escondida, rápida, “gozando e fugindo” por culpa ou confusão.
Poucos gays que conheço não relatam terem se sentido “péssimos” depois de gozarem em algum momento da vida, pois assim que acaba a excitação vem todo o peso de milhares de anos de cultura religiosa e preconceituosa, que escolas, família e leis (ainda) incutem em nosso inconsciente. Quando isso entra de forma sólida em nosso desejo, a pessoa é considerada “puta” (o que em si vale outro texto, discutir o absurdo de puta ser uma ofensa), quer dizer “culpamos” os outros – ou a nós mesmos – por exercermos a sexualidade da forma que a sociedade homofóbica nos induziu a construir, na pressa e de forma secreta.
Outros gays vão para o extremo oposto, tentam mostrar para sociedade que são “normais”. Mas até o psicanalista alemão Sigmund Freud, em pleno século XIX, deixou claro que normalidade não existe. Esse “normal” dos gays seria “dentro das regras que nossa sociedade criou”. E, claro, para sentir-se “normal” eu preciso apontar o “anormal”, fazer parte do grupo que aponte (pra ninguém se lembrar de apontar pra mim) e, portanto, falar horrores do coleguinha com animada vida sexual.
Mas seria a “norma” realmente saudável? Canso de ler que gays são promíscuos; inclusive de religiosos mal intencionados já escutei até que balançamos a família tradicional.
Mas basta um pouco de perspectiva histórica, ou 30 minutos de conversa com a sua avó. Se ela, por exemplo, tiver mais que 81 anos, nasceu numa época onde nem votar podia. O casamento era baseado em mulheres que, em grande parte, nem tinham orgasmo! Elas não tinham direito de se divorciarem ou votarem e eram ensinadas a aceitar as “indiscrições” do marido, desde que este sustentasse a casa e a esposa oficial.
Quando estas queimaram os sutiãs, foram chamadas de vadias por serem “desquitadas”, tudo isso era contra a “moral e os bons costumes”, nome muitas vezes pomposo que o estado e a sociedade usavam (e até hoje usam) para cercear nosso acesso ao prazer ou à liberdade. Hoje isto melhorou, algumas mulheres querem gozar, querem fidelidade ou direitos iguais em casamentos abertos, querem desejar. Se os casamentos hoje duram menos é porque mandar no ser humano é possível, mas mandar no desejo e no tesão… Nunca saberemos a fórmula para isso, estes se formam no indivíduo na mais tenra idade e raramente mudam. (podem ser trabalhados na análise, amenizados, discutidos, mas as marcas da infância e da adolescência estão lá).
A meu ver, é muito saudável que tenhamos novas formas familiares, que o casamento seja eterno enquanto dure (ou “duro”) e que cada pessoa possa buscar seu desejo e seusmomentos de felicidade como melhor achar que deve.
Resumindo: os gays são, hoje, o que as mulheres que ousaram ser desquitadas foram. Mas vale lembrar que a Lei do Divórcio é de 1977 e somente em 2003 (!) foi revogado do Código Civil Brasileiro o inciso que dizia que o marido poderia se divorciar da esposa caso esta não fosse virgem. Tais mudanças recentes foram provocadas por muita luta do movimento feminista; e alterações tão significativas na maneira de pensar da sociedade e nas leis também podem acontecer para o movimento gay, caso este se una com objetivos comuns e pare combrigas internas.
Mas, no momento, a segregação de um grupo com outro é palpável: gay não gosta de lésbica ou não gosta de travesti. Esta por sua vez é segregada pela transexual. Enfim, um julga o outro, fala do outro, na tentativa de recuperar sua autoestima abalada por anos de opressão social. É uma tentativa falha, visto que a fofoca no nosso meio nunca termina.
A promiscuidade é uma forma de viver; e muitas vezes apenas uma fase. Pode ainda (e veja como esse argumento pode bagunçar as noções que você tem de mundo e da pegação) indicar alguém que é tão amoroso, que se entrega tanto num relacionamento, que gosta tanto de namorar (e acaba sofrendo muito), que cria uma espécie de barreira pra se proteger de tanta dor, morre de medo de sofrer de novo, então escolhe não ter mais ninguém fixo, ser flutuante pelos bate-papos, aplicativos de celular, saunas, dark-rooms ou “florestas do sussurro” (apelido pelo qual locais de pegação como o Aterro do Flamengo, no Rio, o Ibirapuera, em SP e até o Central Park, em Nova York, nos Estados Unidos, são carinhosamente chamados).
Quando “sou de todo mundo e todo mundo é meu também”, na verdade, como a música “Os Tribalistas” (de Marisa Monte, Carlinhos Brown e Arnaldo Antunes) também diz, não sou de ninguém e esse sentimento de liberdade pode ser importante em alguns momentos da vida.
Ainda mais dentro da construção de relacionamento que temos hoje, onde namorar é abrir mão de todas as outras formas de gozo: o namorado se confunde com dono, briga pela senha das redes sociais do outro, investiga sua vida… No consultório, já escutei quem reclamasse até dos sonhos eróticos do parceiro, algo sobre o qual, coitado, ele não tem o menor controle.
A militância briga pela diversidade, mas os próprios LGBTTs parecem não lidar bem com ela: um fala mal de quem frequenta sauna ou suruba, “sente pena” dele, outro chama de careta quem quer imitar o padrão vigente e não ter trejeito algum, os afeminados levam porrada de todo lado… Coitados dos adeptos do poliamor, então, pois estes são desqualificados por quase todos, já que existem falsas crenças ainda em voga, como a que diz que só podemos amar uma pessoa de cada vez (mesmo sendo enorme o número de casais onde um dos parceiros tem mais de uma família) e a que diz que tesão e amor vivem colados.
No fundo, todos sabemos que essas crenças estão de fato erradas; a verdade é que precisamos do amor, acreditamos nele para recebermos aquilo que não temos. O psicanalista francês Jacques Lacan é claro ao dizer que “amar é dar ao outro o que não se tem e o outro não quer”, isto é, aquilo que eu queria receber (mensagens, textos, beijos, grude) eu faço para o outro (na expectativa da reciprocidade), que muitas vezes não tem desejo por essas mesmas demonstrações, mas por outras coisas que não percebemos (afinal, sempre “sabemos” o que é amar, não?).
O amor não é um só, não tem fórmula, receita e nem mágica. O sexo, então… Quanto tempo mais precisaremos para entender que cada um tem sua própria busca pela felicidade e que esta pode não ser igual pra todo mundo?
No fundo, criticamos o outro porque estamos inseguros se o nosso jeito de viver a vida é realmente correto; falar em voz alta e apontar o diferente fortalece nossa crença de que o outro é que é errado (e não nós).
Cuidado para não colocar um cinto de castidade na sua própria vida sexual ou felicidade por causa do que os outros pensam e depois jogar a chave fora.
Achá-la mais tarde pode não ser impossível, mas será bem difícil.
“Se todos conhecessem a intimidade sexual uns dos outros, ninguém cumprimentaria ninguém.”
Nelson Rodrigues

Creditos: superpride.com.br 

sexta-feira, 1 de novembro de 2013

THIRD D3GREE



Revelados na última temporada do X-Factor Austrália, que coroou a nossa querida Dami Im como grande vencedora no começo da semana, o grupo Third D3gree lançou nesta quinta-feira (31) a faixa que deveria ser o seu winner single caso não tivessem sido eliminados na semi final.
Apesar de todo o nosso amor pela Dami, até achamos justo sua vitória, a gente sempre soube que trio formado por Jordan, Kelebek e Jacinta seria o grande nome da franquia em 2013 – e a prova disso é ‘Different Kind of Love’, certamente o melhor debut single lançado por um candidato de reality show desde ‘What You’ve Done To Me’, da Samantha Jade, que vejam só, foi a vencedora do X-Factor Austrália ano passado.
Em termos práticos, ‘Different Kind of Love’ é uma música é tão original dentro do seu segmento que chega até surpreender ver alguém lançando algo diferente das típicas baladinhas que vemos todos os anos ao fim de cada temporada.
Em muitos casos, quem não acompanha esse tipo de programa costuma receber com menos empolgação estes lançamentos comparado a quem viu toda a trajetória, no entanto acho que qualquer pessoa de bem saberá apreciar esse novo hit do urban-dance-pop-electro-rap, certo? Certo.
By originaltunes


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Third D3gree, até ha alguns meses atrás não existia, e foram formados pelos jurados no Boot camp, depois que os 3 foram eliminados, no início além deles, eu também pensei: Puts, isso não vai funcionar! Mas quem é bom, é bom e ponto final. Eles abriram o Live do X Factor 2013 Australia, e espero que sejam os próximos Black Eyed Peas.