sábado, 28 de dezembro de 2013

EVANGÉLICOS X ATEUS


A dura vida dos ateus em um Brasil cada vez mais evangélico

A parábola do taxista e a intolerância. Reflexão a partir de uma conversa no trânsito de São Paulo. A expansão da fé evangélica está mudando “o homem cordial”?





Por Eliane Brum, Revista Época

O diálogo aconteceu entre uma jornalista e um taxista na última sexta-feira. Ela entrou no táxi do ponto do Shopping Villa Lobos, em São Paulo, por volta das 19h30. Como estava escuro demais para ler o jornal, como ela sempre faz, puxou conversa com o motorista de táxi, como ela nunca faz. Falaram do trânsito (inevitável em São Paulo) que, naquela sexta-feira chuvosa e às vésperas de um feriadão, contra todos os prognósticos, estava bom. Depois, outro taxista emparelhou o carro na Pedroso de Moraes para pedir um “Bom Ar” emprestado ao colega, porque tinha carregado um passageiro “com cheiro de jaula”. Continuaram, e ela comentou que trabalharia no feriado. Ele perguntou o que ela fazia. “Sou jornalista”, ela disse. E ele: “Eu quero muito melhorar o meu português. Estudei, mas escrevo tudo errado”. Ele era jovem, menos de 30 anos. “O melhor jeito de melhorar o português é lendo”, ela sugeriu. “Eu estou lendo mais agora, já li quatro livros neste ano. Para quem não lia nada...”, ele contou. “O importante é ler o que você gosta”, ela estimulou. “O que eu quero agora é ler a Bíblia”. Foi neste ponto que o diálogo conquistou o direito a seguir com travessões.
- Você é evangélico? – ela perguntou.
 - Sou! – ele respondeu, animado.
 - De que igreja?
 - Tenho ido na Novidade de Vida. Mas já fui na Bola de Neve.
- Da Novidade de Vida eu nunca tinha ouvido falar, mas já li matérias sobre a Bola de Neve. É bacana a Novidade de Vida?
- Tou gostando muito. A Bola de Neve também é bem legal. De vez em quando eu vou lá.
- Legal.
- De que religião você é?
- Eu não tenho religião. Sou ateia.
- Deus me livre! Vai lá na Bola de Neve.
- Não, eu não sou religiosa. Sou ateia.
- Deus me livre!
- Engraçado isso. Eu respeito a sua escolha, mas você não respeita a minha.
- (riso nervoso).
- Eu sou uma pessoa decente, honesta, trato as pessoas com respeito, trabalho duro e tento fazer a minha parte para o mundo ser um lugar melhor. Por que eu seria pior por não ter uma fé?
- Por que as boas ações não salvam.
- Não?
- Só Jesus salva. Se você não aceitar Jesus, não será salva.
- Mas eu não quero ser salva.
- Deus me livre!
- Eu não acredito em salvação. Acredito em viver cada dia da melhor forma possível.
- Acho que você é espírita.
- Não, já disse a você. Sou ateia.
- É que Jesus não te pegou ainda. Mas ele vai pegar.
- Olha, sinceramente, acho difícil que Jesus vá me pegar. Mas sabe o que eu acho curioso? Que eu não queira tirar a sua fé, mas você queira tirar a minha não fé. Eu não acho que você seja pior do que eu por ser evangélico, mas você parece achar que é melhor do que eu porque é evangélico. Não era Jesus que pregava a tolerância?
- É, talvez seja melhor a gente mudar de assunto...

O taxista estava confuso. A passageira era ateia, mas parecia do bem. Era tranquila, doce e divertida. Mas ele fora doutrinado para acreditar que um ateu é uma espécie de Satanás. Como resolver esse impasse? (Talvez ele tenha lembrado, naquele momento, que o pastor avisara que o diabo assumia formas muito sedutoras para roubar a alma dos crentes. Mas, como não dá para ler pensamentos, só é possível afirmar que o taxista parecia viver um embate interno: ele não conseguia se convencer de que a mulher que agora falava sobre o cartão do banco que tinha perdido era a personificação do mal.)

Chegaram ao destino depois de mais algumas conversas corriqueiras. Ao se despedir, ela agradeceu a corrida e desejou a ele um bom fim de semana e uma boa noite. Ele retribuiu. E então, não conseguiu conter-se:

- Veja se aparece lá na igreja! – gritou, quando ela abria a porta.
- Veja se vira ateu! – ela retribuiu, bem humorada, antes de fechá-la.
Ainda deu tempo de ouvir uma risada nervosa.  

A parábola do taxista me faz pensar em como a vida dos ateus poderá ser dura num Brasil cada vez mais evangélico – ou cada vez mais neopentecostal, já que é esta a característica das igrejas evangélicas que mais crescem. O catolicismo – no mundo contemporâneo, bem sublinhado – mantém uma relação de tolerância com o ateísmo. Por várias razões. Entre elas, a de que é possível ser católico – e não praticante. O fato de você não frequentar a igreja nem pagar o dízimo não chama maior atenção no Brasil católico nem condena ninguém ao inferno. Outra razão importante é que o catolicismo está disseminado na cultura, entrelaçado a uma forma de ver o mundo que influencia inclusive os ateus. Ser ateu num país de maioria católica nunca ameaçou a convivência entre os vizinhos. Ou entre taxistas e passageiros.

Já com os evangélicos neopentecostais, caso das inúmeras igrejas que se multiplicam com nomes cada vez mais imaginativos pelas esquinas das grandes e das pequenas cidades, pelos sertões e pela floresta amazônica, o caso é diferente. E não faço aqui nenhum juízo de valor sobre a fé católica ou a dos neopentecostais. Cada um tem o direito de professar a fé que quiser – assim como a sua não fé. Meu interesse é tentar compreender como essa porção cada vez mais numerosa do país está mudando o modo de ver o mundo e o modo de se relacionar com a cultura. Está mudando a forma de ser brasileiro.

Por que os ateus são uma ameaça às novas denominações evangélicas? Porque as neopentecostais – e não falo aqui nenhuma novidade – são constituídas no modo capitalista. Regidas, portanto, pelas leis de mercado. Por isso, nessas novas igrejas, não há como ser um evangélico não praticante. É possível, como o taxista exemplifica muito bem, pular de uma para outra, como um consumidor diante de vitrines que tentam seduzi-lo a entrar na loja pelo brilho de suas ofertas. Essa dificuldade de “fidelizar um fiel”, ao gerir a igreja como um modelo de negócio, obriga as neopentecostais a uma disputa de mercado cada vez mais agressiva e também a buscar fatias ainda inexploradas. É preciso que os fiéis estejam dentro das igrejas – e elas estão sempre de portas abertas – para consumir um dos muitos produtos milagrosos ou para serem consumidos por doações em dinheiro ou em espécie. O templo é um shopping da fé, com as vantagens e as desvantagens que isso implica.

É também por essa razão que a Igreja Católica, que em períodos de sua longa história atraiu fiéis com ossos de santos e passes para o céu, vive hoje o dilema de ser ameaçada pela vulgaridade das relações capitalistas numa fé de mercado. Dilema que procura resolver de uma maneira bastante inteligente, ao manter a salvo a tradição que tem lhe garantido poder e influência há dois mil anos, mas ao mesmo tempo estimular sua versão de mercado, encarnada pelos carismáticos. Como uma espécie de vanguarda, que contém o avanço das tropas “inimigas” lá na frente sem comprometer a integridade do exército que se mantém mais atrás, padres pop star como Marcelo Rossi e movimentos como a Canção Nova têm sido estratégicos para reduzir a sangria de fiéis para as neopentecostais. Não fosse esse tipo de abordagem mais agressiva e possivelmente já existiria uma porção ainda maior de evangélicos no país.

Tudo indica que a parábola do taxista se tornará cada vez mais frequente nas ruas do Brasil – em novas e ferozes versões. Afinal, não há nada mais ameaçador para o mercado do que quem está fora do mercado por convicção. E quem está fora do mercado da fé? Os ateus. É possível convencer um católico, um espírita ou um umbandista a mudar de religião. Mas é bem mais difícil – quando não impossível – converter um ateu. Para quem não acredita na existência de Deus, qualquer produto religioso, seja ele material, como um travesseiro que cura doenças, ou subjetivo, como o conforto da vida eterna, não tem qualquer apelo. Seria como vender gelo para um esquimó.

Tenho muitos amigos ateus. E eles me contam que têm evitado se apresentar dessa maneira porque a reação é cada vez mais hostil. Por enquanto, a reação é como a do taxista: “Deus me livre!”. Mas percebem que o cerco se aperta e, a qualquer momento, temem que alguém possa empunhar um punhado de dentes de alho diante deles ou iniciar um exorcismo ali mesmo, no sinal fechado ou na padaria da esquina. Acuados, têm preferido declarar-se “agnósticos”. Com sorte, parte dos crentes pode ficar em dúvida e pensar que é alguma igreja nova.

Já conhecia a “Bola de Neve” (ou “Bola de Neve Church, para os íntimos”, como diz o seu site), mas nunca tinha ouvido falar da “Novidade de Vida”. Busquei o site da igreja na internet. Na página de abertura, me deparei com uma preleção intitulada: “O perigo da tolerância”. O texto fala sobre as famílias, afirma que Deus não é tolerante e incita os fiéis a não tolerar o que não venha de Deus. Tolerar “coisas erradas” é o mesmo que “criar demônios de estimação”. Entre as muitas frases exemplares, uma se destaca: “Hoje em dia, o mal da sociedade tem sido a Tolerância (em negrito e em maiúscula)”. Deus me livre!, um ateu talvez tenha vontade de dizer. Mas nem esse conforto lhe resta.

Ainda que o crescimento evangélico no Brasil venha sendo investigado tanto pela academia como pelo jornalismo, é pouco para a profundidade das mudanças que tem trazido à vida cotidiana do país. As transformações no modo de ser brasileiro talvez sejam maiores do que possa parecer à primeira vista. Talvez estejam alterando o “homem cordial” – não no sentido estrito conferido por Sérgio Buarque de Holanda, mas no sentido atribuído pelo senso comum.

Me arriscaria a dizer que a liberdade de credo – e, portanto, também de não credo – determinada pela Constituição está sendo solapada na prática do dia a dia. Não deixa de ser curioso que, no século XXI, ser ateu volte a ter um conteúdo revolucionário. Mas, depois que Sarah Sheeva, uma das filhas de Pepeu Gomes e Baby do Brasil, passou a pastorear mulheres virgens – ou com vontade de voltar a ser – em busca de príncipes encantados, na “Igreja Celular Internacional”, nada mais me surpreende.

sábado, 21 de dezembro de 2013

BEYHIVES SUPERARAM LITTLE MONSTERS


                        Beyonce fan reactions video


              O video mais hilario do ano. Quatro amigas estavam conversando sobre o final da temporada de Scandal quando uma delas fala: " Espera, espera um minuto, me desculpa, me desculpa, eu acho que Beyoncé acaba de liberar o cd no Itunes!!!! O que??? Oh meu deus, o meu Deus, oh meu Deus..... ao total foram 30 OH MY GODS, ate a mais tranquila dizer: Calma gente, é só um album!!! Crystal por favor se controle kkkkkkkkkkkkkk . No final a mais louca ja estava com o cd no Iphone, e a gordinha apela e fala: Você não vai ouvir o cd dela na minha cara, tchau!!!! 
A PROPRIA BEYONCE POSTOU O VIDEO EM SUA CONTA
PERFEITOOOOOOOOOOOOOOOOO

Ch-ch-check out the AH-MAZING video…AFTER THE JUMP!!!
LOLOLz!!

HOJE EU QUERO VOLTAR SOZINHO



Se tem um filme que nós estamos muuuuito ansiosos para ver em 2014, é  “Hoje Eu Quero Voltar Sozinho (The Way He Looks)”, filme brasileiro que já está bombando lá fora antes mesmo de estrear!
O filme acabou de ser selecionado para o Festival Internacional de Cinema de Berlim, um dos mais importantes festivais audiovisuais do mundo! É lá que vai acontecer sua estreia mundial, enquanto aqui no Brasil, o longa chega aos cinemas no dia 28 de março.
hoje
Como tudo começou você já sabe, né? Com o lindo curta-metragem “Eu Não Quero Voltar Sozinho”, que ganhou milhares de fãs ao redor do mundo e se tornou um grande sucesso no Youtube. Nunca viu? Relaxa que a gente mostra a você no final do post!
No curta, Leonardo (Ghilherme Lobo) é um menino cego que frequenta normalmente às aulas em sua escola e conta com a ajuda da sua melhor amiga, Giovana (Tess Amorim), que tem uma quedinha por ele. Os dois acabam ficando amigos do novato da escola, Gabriel (Fábio Audi), que também passa a ajudar Leo e a partir de aí surge um lindo, puro e inocente amor entre os dois garotos.
hoje
Mas, segundo o diretor do filme, Daniel Ribeiro, a história do longa vai ser um pouquinho diferente, a começar pelo título. A escolha do nome “Hoje Eu Quero Voltar Sozinho” se deu porque no novo filme Leonardo vai partir em busca da sua independência, algo que todo adolescente busca, mas que é mais importante ainda quando se é deficiente visual e gay. Daniel explicou tudo isso na página do filme no Facebook.
“Tema importante na vida de qualquer adolescente, passa a ser essencial para Leonardo já que o fato de ser cego gera a superproteção por parte das pessoas que estão ao seu redor. Leonardo quer fazer as coisas sozinho, sem depender de ninguém. Sendo assim, o título do curta perdeu um pouco do sentido, afinal, ‘voltar sozinho’ passa a ser um dos objetivos de Leonardo. Por muito tempo, procuramos um nome que se mantivesse fiel ao curta mas que também mostrasse que se tratava de um novo filme. Durante a produção, utilizamos o título provisório ‘Todas As Coisas Mais Simples’, mas achávamos muito genérico além de desconectado do curta. Depois de muita discussão e debate em torno de um novo nome, chegamos a um título que reflete tanto as mudanças ocorridas no filme quanto nos conflitos de Leonardo. Apresentamos, então, ‘Hoje Eu Quero Voltar Sozinho’”.
Dá só uma olhada no primeiro teaser do filme para ver como vai ser o longa.
Além de uma história linda sobre a magia do primeiro amor, tanto o curta quanto o longa se destacam pela química dos atores em cena. Esse vídeo postado pela equipe de produção mostra bem o clima de amizade entre Ghilherme, Tess e Fábio no set de gravação, ensaiando uma das cenas.
Enquanto a gente espera se contorcendo e morrendo de ansiedade pelo longa “Hoje Eu Quero Voltar Sozinho”, a gente aproveita para rever o curta que iniciou tudo isso. Em torno de três anos após seu lançamento, “Eu Não Quero Voltar Sozinho” já passou de 2,7 milhões de visualizações no Youtube e já participou de mais de 100 festivais pelo mundo. Para quem ainda não viu, ou quer ver de novo (sempre, por favor), aqui está.
Então dia 28 de março já sabe, né?
partiu hoje
Partiu “Hoje Eu Quero Voltar Sozinho”!
Creditos: papelpop

quinta-feira, 19 de dezembro de 2013

Feios têm a obrigação de ser inteligentes e os bonitos, burros.

Quando eu era adolescente me disseram: Rapaz, você é feio, tem a obrigação de ser inteligente. Na época eu cri nisso. Mas a verdade é que beleza é um conceito muito vago e manipulado. Você já parou para pensar o porquê você gosta tanto do que você gosta?  Por que acha tão belo aquilo que acha belo?
Fernando Pessoa escreveu que a beleza é o nome de qualquer coisa que não existe. Que eu dou às coisas em troca do agrado que me dão, e ela não é unanime. Para ser afável aos olhos da maioria, é preciso que se caia no senso comum, e hoje, da forma que somos manipulados enquanto sociedade, não há nenhum mérito em ser o que “todo mundo” gosta, seja em termos de beleza ou inteligência.  
O fato é que este culto estereotipado fez surgir uma reação estranha naqueles que não se encaixam no perfil: abrem mão dos cuidados com a saúde sob a justificativa de que é mais importante ser inteligente do que bonito. Não é verdade. Só é belo de verdade aquilo que possui harmonia entre forma e conteúdo. Não a forma em linhas, sim a forma como a pessoa cuida de si mesma. Assim como você tem o direito de moldar seu cérebro para ficar inteligente e destilar seu conhecimento em público, aqueles que preferem moldar o corpo podem expor suas conquistas. Não é necessária uma guerra por isso. Digo, não é preciso se autoafirmar dizendo que é preferível ser inteligente em detrimento de ser belo. Você só pode ser o que é. Então, não tente se sentir melhor subjugando os outros, saiba admirar o que eles têm de melhor, seja forma, conteúdo ou ambos. Tudo isso, seja o que for, que sejas, se pode inspirar que inspire.
Eu sempre digo que gosto de homens cuja maioria das pessoas considera estranhos e acham que sou demagogo ou hipócrita. Vivem querendo me testar, perguntam se eu namoraria um homem anoréxico, gordo, careca, negro, asiático, índio, sem dentes, sem cultura, alienígena. Mandam-me fotos e perguntam se namoraria essa ou aquela pessoa. Minha resposta é sempre:não sei dizer até de fato conhecer a pessoa. E é verdade. Há muitas formas e muitos conteúdos que fogem ao meu conhecimento e que não saberia dizer se iriam me agradar e se eu a agradaria ou não. É estranho tentar deduzir a personalidade de alguém apresentando apenas hipóteses. A resposta para isso é bastante simples: Eu amarei o homem que eu amar e que me amar.

segunda-feira, 16 de dezembro de 2013

Como Beyoncé conseguiu dar uma prova de amor que vai além do “Brasil, I love you so much”



Passado o susto, chegou a hora de olharmos mais de perto o material liberado inesperadamente por Beyoncé na madrugada da última sexta-feira (13). Para nós, brasileiros, o maior destaque é o videoclipe de “Blue” – o que poderia ser uma homenagem à herdeira Carter pode ser facilmente interpretado como um “grande retrato social do Brasil”.
A lista de artistas que dizem que amam o Brasil a cada passagem pelo país é grande. É tão grande que para algum ídolo se destacar precisa ir além do “Brasil, eu te amo.” ou “esse é o melhor show da minha vida”. Beyoncé, de fato, foi além.
Quando visitou o país pela primeira vez, em fevereiro de 2010, ela saiu impressionada com o carinho dos fãs e com seu maior público até então – o show no Estádio do Morumbi, em São Paulo, foi visto por 60 mil pessoas. “Meus fãs brasileiros mesmo sem saber as letras das minhas músicas cantam tudo.”, disse ela em entrevista um ano após conhecer o país.
Com a turnê “Mrs. Carter Show”, Beyoncé retornou ao país para 5 apresentações. Quando aportou em Fortaleza, ela reuniu a imprensa para anunciar uma parceria com a Central Única das Favelas e disse: “Estou feliz em estar de volta. Aqui no Brasil me sinto em casa”. O discurso poderia facilmente soar clichê, mas a Sra. Carter tinha um plano para transformar suas palavras em uma ação concreta.
O clipe de “Blue” traz o registro dos 10 dias que a cantora passou em Trancoso, sul da Bahia, em setembro. Ela utilizava um helicóptero para se deslocar até os locais dos shows. A experiência com o povo brasileiro do ponto de vista da artista é de encher os olhos de lágrimas. As imagens, em especial das crianças brasileiras e da rotina nas comunidades mais carentes do país, trazem uma ótica que dificilmente algum gringo já mostrou antes. É de forma respeitosa, sem demagogia e ainda associada à pequena Blue Ivy, que tem seu olhar inocente expressado em vários brasileirinhos que figuram no videoclipe.
Em tempo de Copa e Olimpíadas, o Brasil está nos holofotes dos quatro cantos do planeta e por muitas vezes é vendido de forma questionável – “samba, sexo e sol?”. Beyoncé conseguiu, com sucesso, dar uma prova de amor que vai além do “Brasil, I love you so much”.

                                                          BLUE - ASSISTA AQUI

domingo, 15 de dezembro de 2013

O dia em que BEYONCÉ parou o mundo !!!!
























     


   13/12/13 as 4h da manhã a internet para e o itunes trava. Motivo: Beyoncé resolveu lançar o cd com 14 músicas inéditas, tirando Standing on the sun, Grown woman, Rise up e Bow down que virou Flawless  com 17 video clipes, sendo que criou um clipe para Ghost que na verdade é parte de Haunted e Yoncé que é Partition.
         Sinceramente ainda estou em choque, a mulher é muito foda e derrubou todas as cantoras do pop sem aviso prévio!!!
         Decretado o Beyonceday para 13/12/13.
         Sei que não fiz post para o show dela no Mineirão, porque fiquei débil depois de tanta perfeição, mas agora depois disso que ela fez, não há como não fazer este post.
     
  Sobre o novo álbum de Beyoncé:

• 14 músicas e 17 vídeos → 1 + 4 + 1 + 7 = 13 = 1+ 3 = 4
• Lançamento: 13.12.2013 → 1 + 3 + 1 + 2 + 2 + 0 + 1 + 3 = 13 = 1 + 3 = 4


“Me sinto mal pelas outras garotas do pop.” - Diretor da Billboard após ouvir álbum da Beyoncé

"Beyoncé é perfeita, então ninguém mais tem que ser" - Jornal The New York Times


Veja todas a musicas.

Pretty Hurts  – “Uma faixa muito incrível, é difícil achar uma canção de mensagem forte que não seja um sermão, e Sia é um gênio, assim que a ouvi eu sabia que precisava cantar essa música, não me importa o tanto que eu tenha que lutar por ela, essa canção é minha! (risos) Eu imediatamente vi a visão de um concurso de beleza, o lugar mais degradante e crítico que uma mulher pode estar. Às vezes sinto que o mundo é uma grande competição, estamos todos sendo julgados. Queria capturar o quão isso te deixa humilhado e inseguro. Melina conseguiu capturar essa emoção e os extremos que temos que fazer para agradar a quem nos julga. No momento que gravei a canção soube que ela seria a pessoa para trazer esse visual à vida.”



Ghost / Haunted – “Produzida por Boots, um produtor que eu respeito muito, estou muito orgulhosa de ter trabalhado com ele. A canção é sobre tentação na indústria da música, e estar exposta a toda essa loucura.”





 


Drunk in Love – “Uma música que fiz com meu marido, Jay, dirigo por Hype Williams, filmamos em Miami no último verão e foi espontâneo, nós capturamos bem a energia da canção.”



Blow  – “Filmei em Houston, Texas, cresci na casa de patinação FunPlex e então voltamos para lá, o que foi bem estranho porque foi onde tive meu primeiro encontro com um dos meus primeiros namorados, e agora tenho o FunPlex inteirinho alugado e me senti vivendo a vida boa! (risos) Tipo, gente o FunPlex é só meu! Mas foi lindo voltar e filmar lá com Hype Williams, fiquei feliz de trabalhar com ele de novo porque enquanto eu crescia, ele criava videoclipes para artistas Hip-Hop e R&B. Ele veio com aquela direção de arte, sensualidade e tudo mais que só ele adiciona à indústria da música, e meio que fez tributo de tudo de brilhante que já fez até hoje, foi animador pra mim.”



No Angel – “Essa vai para H-Town (Houston).”




Yoncé / Partition – “A musica “Yoncé” é incrível, amo porque é bem orgânica, a batida foi feita no estúdio pelo Justin Timberlake, ele simplesmente começou a bater nos baldes, e o The Dream fez o canto “Yoncé all on his mouth like liquor, lioqur”, e é tão animador quando algo acontece assim, naturalmente. Em “Partition” eu não precisei de papel e caneta, a letra meio que saiu da minha boca e é uma das minhas favoritas.”





Jealous – “É sobre ser humano, todos ficamos com inveja em algum momento, é inevitável. Eu co-dirigi esse vídeo com um pessoal bem talentoso, gravamos nas ruas de Nova Iorque por volta das 4am, um frio de congelar, mas ficou excelente.”




Rocket – “Uma das mais sensuais, me lembra da vibe de quando ouvi “Untitled” de D’Angelo.”





Mine – “Drake é um dos meus rappers favoritos, ele é super talentoso e estou muito feliz que ele trabalhou comigo nessa canção.”



***Flawless  – “O motivo qual lancei “Bow Down” é porque um dia acordei e fui para o estúdio, tinha esse canto na minha cabeça, era bem agressivo, não era a Beyoncé que acorda toda manhã, era uma Beyoncé brava, uma que sentiu que precisava se defender, e mesmo que a canção não fosse lançada eu pelo menos tirei isso do meu peito! Mas aí eu escutei logo depois que terminei e pensei, “isso é quente, vou lançar!” Não vou vender, vou apenas lançar, se as pessoas gostarem, ótimo, se não gostarem, ok. Não vou fazer isso todo dia porque não é quem eu sou, mas eu me sinto forte, e qualquer um que diga que isso é desrespeitoso, apenas imagine a pessoa que te odeia, que não acredita em você, olhe no espelho e diga “Bow Down Bitch!” e te garanto que se sentirá gangsta, então escute a música desse ponto de vista se não gostou dela antes. (risos)”



Superpower – “Poderosa, começa e você já ouve as vozes e cantos, e continua repetindo, e a letra que o Frank Ocean escreveu, oh meu Deus, é como se tivesse pensado em algo e ele continua, e continua ficando cada vez mais forte, sua voz baixa de oitava é tão linda e eu amei o jeito que soamos juntos. É o tipo de música que pode colocar pra repetir e vai te colocar em transe, por isso não quis fazer performance no vídeo, apenas cenas em câmera lenta de imagens poderosas. Basicamente, a mensagem é de que o amor é a coisa mais poderosa que temos, não importa se uma guerra está acontecendo, se você está com a pessoa que ama, consegue sobreviver a tudo.”




Heaven – “É sobre a morte e encontrar força para saber que aquela pessoa teve uma vida incrível, e nisso te dar algum tipo de conforto.”




Blue – Beyoncé ainda não se pronunciou o porque de gravar o vídeo no Brasil.



Grown woman – Beyoncé ainda não se pronunciou sobre o clipe.



XO – Beyoncé ainda não se pronunciou sobre o clipe e sobre colocar parte do Rock in Rio.

















Button Poetry



O Button Poetry é um grupo de poetas que divulga a poesia falada com eventos e gravações. Eles organizam e participam de slams, competições na qual poetas realizam performances de textos de sua autoria.

O TOC é um distúrbio psiquiátrico de ansiedade que tem como característica a presença de crises de obsessões e compulsões. Já o amor  é uma doença sem cura.Durante, o Poetry Slam de Rutsbelt, em 2013, o poeta Neil Hilborn, que faz parte do grupo Button Poetry, apresentou o texto OCD. Na performance, ele interpreta como uma pessoa com Transtorno Obsessivo Compulsivo (TOC) se comporta quando está apaixonada.

Creditos: catracalivre.com.br

sábado, 30 de novembro de 2013

LEVE-ME PRA SAIR


Dezenove minutos de muitos questionamentos: “Qual a sua opção sexual?”, “Homossexual, lésbica, gay, homoafetivo?”, “Ser gay te define?”, “Você tem medo?”. Essas são algumas das muitas perguntas que serviram de pano de fundo para o documentário Leve-me pra sair, realizado pelo Coletivo Lumika.
Um grupo e dez jovens, com idade entre 16 e 18 anos, expõe seu ponto de vista sobre vários assuntos ligados à orientação sexual. De maneira simples e até bem humorada, a nova geração fala com clareza e naturalidade sobre impasses e conquistas vivenciadas durante e após a decisão de assumir suas preferências. Mas o que nos impressionou foi a tranquilidade em falar sobre suas sexualidades se é que existe e a inteligência expelida pelos adolescentes principalmente o de camisa cinza que me fascinou, apesar do olhar vazio e amedrontado. Um belíssimo documentário que deu origem à aclamadíssima websérie entitulada com o mesmo nome. Vale muito a pena assisti-la.
DOCUMENTÁRIO



DROPS

CASAMENTO GAY


AMIGOS GAYS



MACHISMO



FILMES GAYS



EU SOU GAY?



QUEM TE INSPIRA?



SERIA HETERO?



FEMINISMO



INTERNET



QUESTÃO DE MATURIDADE?





WEBSÉRIE

EPISÓDIO 01


MONÓLOGO 01 - LETÍCIA



EPISÓDIO 02



MONÓLOGO 02 - CAIÚ ( tão eu )




EPISÓDIO 03 




MONÓLOGO 03 - LETÍCIA 02




EPISÓDIO 04




MONÓLOGO 04 - MARCELO



EPISÓDIO 05



MONÓLOGO 05 - MAURO



EPISÓDIO 06



MONÓLOGO 06 - FELIPE



EPISÓDIO 07 



MONÓLOGO 07 - ZÉ



EPISÓDIO 8



MONÓLOGO 08 - CAIÚ 02



EPISÓDIO 09 ( Final )



MONÓLOGO 09 - HELENA