terça-feira, 31 de março de 2015

CRAZY SEXY COOL - VOL. 10


AGORA VAI CARALHOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOO........

SESSÃO CRAZY

01 Buddha (Intro Crazy) - Dj Thommy Love
02 Burden (Crazy) - Fagner Backer & Thiago Costa
03 Let's Go People (Crazy) - DJ Tommy Love Feat. Adrhyana Rhibeiro
04 Cha Cha Boom (Crazy) - Breno Barreto feat. Nicky Valentine
05 Vai (Crazy) - DJ VMC feat. Evanns
06 Jungle Bae (Crazy) - Skrillex & Diplo feat. Bunji Garlin

SESSÃO SEXY

07 S.E.X. (Sexy Intro) - Madonna
08 L.A.LOVE (la la)(Sexy) - Fergie
09 Bo$$ (Sexy) - Fifth Harmony
10 Lips Are Movin (Sexy) - Meghan Trainor
11 On The Run (Sexy) - Neon Hitch
12 Bitch I'm Madonna (Sexy) - Madonna feat. Nicki Minaj

SESSÃO COOL

13 Giving In (Cool Intro) - Wynter Gordon
14 The Crying Game (Cool) - Nicki Minaj feat. Jessie Ware
15 Take Care (Cool) - Drake feat. Rihanna
16 Help Me Lose My Mind (Cool) - Disclosure feat. London Grammar
17 Sugar (Cool) - Maroon 5
18 Ghost (Cool) - Ella Henderson

SESSÃO CRAZY DELUXE EDITION

19 Living For Love (Grand Journal Studio Extended)(Crazy Deluxe Edition) - Madonna feat. Offer Nissim
20 You're Not Here (Crazy Deluxe Edition) - Allan Natal feat. Leilah Moreno
21 Shake It (Crazy Deluxe Edition) - Breno Barreto feat. Alex Marie
22 Dont Stop (Crazy Deluxe Edition) - Robert Belli & Jr Loppez Ft. Bibi Iang

SESSÃO SEXY DELUXE EDITION

23 One Last Time (Sexy Deluxe Edition) - Ariana Grande
24 A.K.A. (Sexy Deluxe Edition) - Jennifer Lopez Feat. T.I.
25 Feeling Myself (Sexy Deluxe Edition) - Nicki Minaj feat. Beyoncé

SESSÃO PHUNK DELUXE EDITION

26 Trouble (Phunk Deluxe Edition) - Iggy Azalea feat. Jennifer Hudson
27 Uptown Funk (Phunk Deluxe Edition) - Mark Ronson feat. Bruno Mars
28 Tightrope (Phunk Deluxe Edition) - Janelle Monáe feat. Big Boi

SESSÃO COOL DELUXE EDITION

29 Joan of Arc (Cool Deluxe Edition) - Madonna
30 Thinking Out Loud (Cool Deluxe Edition) - Ed Sheeran
31 Crazy In Love (Cool Deluxe Edtion) - Beyoncé

SESSÃO OLD BUT GOLD

32 It's Not Right But Sissy That Walk (Old But Gold) - RuPaul vs. Whitney Houston
33 My Friend (Old But Gold) - Ida Corr feat. Global Deejays
34 Trust Me I Lie (Old But Gold) - Nicole Scherzinger
35 Losing Control (Old But Gold) - Ivete Sangalo
36 Jai Ho (Old But Gold) - Pussycat Dolls
37 Wings (Old But Gold) - Little Mix
38 Rolling In The Deep (Remix)(Old But Gold) - Misha B. feat. Adele
39 Goodies (Old But Gold) - Ciara feat Petey Pablo
40 All of the Lights - Interlude (Old But Gold) - Kanye West 
41 All of the Lights (Old But Gold) - Kanye West feat. Rihanna,  John Legend, Charlie Wilson, Tony Williams, Fergie, Kid Cudi, Alicia Keys, La Roux, Elton John, Elly Jackson e The-Dream
42 Music (Old But Gold) - Joss Stone feat. Lauryn Hill
43 Fireworks (Old But Gold) - Drake feat. Alicia Keys

DIVULGAÇÃO

Bitch, I'm Madonna (Divulgação CSC Vol 10) - Madonna feat Nick Minaj
Living For Love (Divulgação) - Madonna
Sugar (Remix)  Divulgação - Maroon 5 Feat Nick Minaj


























terça-feira, 17 de março de 2015

É manifestação ou alguma virada cultural?



"A cena que não esqueço é o selfie de uma família que leva uma babá para o protesto"

ronaldo votei aécio impeachment dilma

Com 23 anos de repórter, jamais havia me defrontado com uma situação como essa. Como escrever um texto no qual meus 12 entrevistados mentiram? Poderia expô-los, relatando as mentiras, depois as incoerências e desinformações e, também, as verdades que me disseram. Mas sempre adotei como norma de repórter ignorar o depoimento de um personagem que tentava me enganar.
O 15 de março de 2015 foi histórico, mas forjado na mentira. Ou em meias verdades, se preferir. Histórico porque pela primeira vez desde a redemocratização a elite paulistana saiu em massa para protestar nas ruas. Já o “histórico”, para os manifestantes, tinha outros sentidos: vociferar palavrões contra a presidente Dilma Rousseff e o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva, culpar o PT por todos os problemas do Brasil, inclusive o 11 de setembro (nos Estados Unidos), chamar de “bundão” o prefeito paulistano Fernando Haddad, exigir intervenção militar, entre outros protestos difusos.
A primeira das minhas entrevistadas foi uma muher de 43 anos, comerciante da rua Augusta que vestia uma calça justa amarela e uma camisa azul de seda. Tinha joias que chamavam a atenção, mas podiam ser bijuterias. Dizia que só decidiu ir até a avenida Paulista depois que viu, na GloboNews, que o ato era pacífico. Sentiu-se feliz em ver que lá só havia “pessoas bonitas e honestas, trabalhadoras, e não um monte de vagabundos que podem protestar na sexta-feira”. Vou anotando tudo. Quando pergunto o que gostaria que acontecesse no país após essa manifestação, ela responde: “Que o Brasil fosse um país sem diferenças sociais.”
Talvez não fosse exatamente uma mentira, mas a última frase dessa personagem me soou deslocada. Insisti com uma outra pergunta, mas ela voltou a chamar os apoiadores de Dilma, que na sexta-feira estiveram na mesma avenida Paulista para apoiar a presidenta, de “vagabundos”. Agradeci e risquei o nome dela – desde meus tempos de Folha de São Paulo, Veja e O Estado de São Paulo costumo fazer isso quando sinto que o personagem não diz a verdade.
Ao contrário do que fiz na sexta-feira, decido não expor os nomes dos meus 12 personagens. De que adiantaria? Isso é o que costumam fazer os jornalistas que se escudam no mantra “liberdade de imprensa” para acabar com reputações alheias. Antes de falar em liberdade deveríamos nós, profissionais da comunicação, pensar no nosso dever de informar a verdade. E o que vi, antes mesmo de sair às ruas, é que a “verdade” já estava sendo fabricada no noticiário televisivo.
A cobertura da TV e do rádio pela manhã é convocatória. Na rádio BandNews FM, o próprio locutor se espanta quando atualiza os números de participantes e afirma que saltara de 9 mil para 200 mil pessoas na avenida Paulista. O jornalista apenas reproduzia os dados da Polícia Militar de São Paulo, subordinada ao governador tucano Geraldo Alckmin, que depois de anunciar mais de 1 milhão de pessoas foi desmentida pelos 240 mil manifestantes aferidos pelo instituto Datafolha.
O Hino Nacional é tocado mais uma vez na Paulista. Nos primeiros 30 minutos de apuração jornalística, é a quarta vez que eu o ouço – desisto de fazer essa contagem. Encontro uma mulher de 27 anos, que logo se identifica como “médica do SUS”. Ergue cartazes com dizeres como “Fora corruPTos” e “Dilma, vai tomar no cu”. Trabalha no Hospital do Tatuapé. Mas no meio da entrevista afirma que vai fechar a clínica particular, na Vila Nova Conceição, porque a presidente está acabando com a medicina privada. Os convênios estão pagando muito pouco…
Dou mais uma chance à personagem. Ela explica que não adianta pedir o impeachment de Dilma, porque tem de tirar “todos os políticos que o PT colocou no Congresso”. Afirma que o Brasil só irá para frente quando a sociedade investir em valores éticos, assim como tornar prioridades a educação e a saúde. Tem o rosto pintado de verde-e-amarelo. Pergunto se é uma referência à época de Fernando Collor, o presidente deposto em 1992. “Claro, eu estava lá e erguia cartazes pedindo o PT no poder.” Confirmo a idade dela, 27 anos. Ela teria, portanto, apenas 4 anos de idade. Talvez estivesse acompanhando os pais, como tantas milhares de crianças estiveram neste domingo. “Não, eu estava lá, sim. Eu me lembro de tudo. O Collor não foi em 1992.”
Na esquina da Paulista com a alameda Campinas, um caminhão de som anuncia a chegada do jogador de futebol Ronaldo. Um dia antes, ele conclamava os brasileiros a protestarem nas ruas, via Twitter: “Este domingo vamos todos pra rua mudar o Brasil! #movimentobrasillivre.” O locutor avisa que o pentacampeão mundial de futebol joga muito,mas fala pouco. Eis uma verdade:
Estamos cansados. Estamos cansados de tanta corrupção, de tanta impunidade. Nós temos que mudar o Brasil, gente. Muda Brasil!
O locutor socorre o jogador e lembra que Ronaldo é eleitor de Aécio Neves. A multidão vai ao delírio. Um engenheiro usa uma camiseta em que diz “A culpa não é minha, eu votei no Aécio”, a mesma que o atleta veste. Ele afirma que foi ao protesto por estar cansado de notícias de corrupção, inflação e desemprego. Afirma não defender o impeachment de Dilma, que o problema é a falta de credibilidade das instituições e que só uma reforma política seria a solução. Pergunto se é correta a estratégia do governo de querer caracterizar essa manifestação como sendo uma espécie de terceiro turno, composta em sua maioria de eleitores do senador tucano. “Não, eu nem votei nele.” E a camiseta? “Ganhei de um cara que estava passando.” Verdade?
Poderia prosseguir nessa narrativa, mas as mentiras não merecem mais espaço. Pode ter sido apenas uma gigantesca falta de sorte. Um dia ruim. Uma conspiração contra alguém que, politicamente, não se identifica com o teor dos protestos. Ou outro motivo que não consigo enxergar agora.
Como repórter, vi brasileiros revoltados contra a presidenta Dilma e se sentindo felizes por botar para fora, ao lado de tantas pessoas com pensamentos semelhantes, todos os impropérios possíveis contra ela e contra o ex-presidente Lula. É como se os uniformizados de camisetas da seleção tivessem feito do 15 de março de 2015 uma desforra da derrota de 7 a 1 contra a Alemanha, no dia 8 de julho de 2014 – será que havia alguma placa culpando Dilma pelos 7 a 1?
Há, sim, pessoas de todas as classes sociais, embora seja visível a presença maciça da elite branca. É excepcional que os ricos tenham saído às ruas para participar de um ato público e não tenham criado camarotes VIPs para evitar se misturar com os manifestantes pobres. Ao mesmo tempo, é triste que tenham dado uma aula de mau comportamento a tantas crianças presentes ao protesto, com xingamentos dos mais variados tipos. Mas a cena que não sai da minha cabeça é o selfie de uma família que leva uma babá para o protesto. Eis uma mentira de que o Brasil-Colônia que prega menos corrupção e justiça social jamais se libertará.
manifestação impeachment dilma babá criança
Babá chama atenção de criança para que pai possa fazer selfie da família (Imagem: Eduardo Nunomura)
*Eduardo Nunomura é jornalista e mestre em Ciências da Comunicação pela Universidade de São Paulo.
Creditos: pragmatismopolitico.com.br

quarta-feira, 11 de março de 2015

Vaca, piranha, vadia ...


É legítima qualquer manifestação. Seja ela de onde vier. É disso que se trata a democracia.

Está insatisfeito, proteste! Mas, por favor, deixe claras as razões do seu protesto. Me faça entender, bem rapidamente, com palavras de ordem, frases curtas e musiquinhas simples, suas reivindicações. Para que eu, que não estou me manifestando, possa entender. E que, se eu concordar com seus apelos, possa me identificar e me aliar. Ou, se eu for contra, possa criar minhas próprias palavras de ordem, frases curtas e musiquinhas para combater as suas.

Mas, por favor, não bata panelas de dentro de suas casas e nem grite “vaca”, “piranha”, “puta”, “vagabunda” e “vadia”. Essas palavras não significam nada pra mim quando penso que você está promovendo um panelaço porque é contra o governo. Com gritos de “vaca”, “piranha”, “puta”, “vagabunda” e “vadia”, a única coisa que identifico é seu discurso de ódio, sexista, machista, misógino. E, então, a coisa muda de figura. Meu cérebro percebe imediatamente que não é possível se identificar com esse discurso, mas tampouco é capaz de transformar meus argumentos em palavras de ordem, frases curtas e musiquinhas em resposta a quem, acima de tudo, quer atingir a MULHER que nos governa e não o seu governo.

Isso porque, se tudo o que você tem a dizer contra a presidenta é tachá-la de “vaca”, “piranha”, “puta”, “vagabunda” e “vadia”, você não está fazendo nada além do que qualquer um faz quando quer depreciar uma mulher poderosa. Seja ela governante de um país, presidente de uma empresa, editora de um jornal, dona de um boteco, líder de uma sala de aula. Faz parte do nosso cotidiano. Nos ofende, nos revolta, muito, mas não nos paralisa.

E, se o 8 de Março existe, não é para sermos parabenizadas, ganharmos flores e bombons, mas para lembrarmos que nessa data mulheres foram queimadas vivas por exigirem igualdade de condições de trabalho com relação aos homens e que hoje, 158 anos depois, ainda a luta é diária. Contra o assédio, o estupro, o feminicídio, a misoginia, o machismo, o sexismo. A ideia, como disse lindamente Aline Valek num texto na “Carta Capital”, “é nos esmagar, nos diminuir, nos calar, tirar nossos espaços e nos fazer pequenas até sumir”.

Por isso, quando você bate panela e grita “vaca”, “piranha”, “puta”, “vagabunda” e “vadia”, eu imediatamente me identifico com a ofendida. Questão de afinidade.

Por: Silvana Mascagna