quarta-feira, 16 de julho de 2014

E .... FELIZ DIA DO HOMEM




     Brochar, falir, chorar, demonstrar sensibilidade, tratar as mulheres com respeito e de repente lavar a louça. Não gostar de futebol e quem sabe, preferir cuidar do visual e talvez dividir a conta ao invés de pagar tudo sempre. Essas são as conquistas do homem moderno, influenciadas provavelmente pelo feminismo. Não seria lamentável que alguém considerasse tudo uma frescura, e visse esse novohomem como um “fracassado ressentido”?
É, tem gente para tudo.
Realmente, o “macho” que carregava o mundo nas costas sem direito a vacilar está em extinção. É claro que o machismo persiste e impede pais e filhos de se beijar ou faz com que homens feitos se prestem ao ridículo de comparar tamanho de pau no vestiário. Os meninos – coitados – ainda são criados para competir de maneira voraz. É necessário ser bom de finanças, bom no volante, bom de cama e ainda ter tempo pra um bom Chopp, que se por acaso descambar em briga ainda vai exigir a vitória. 
“homenidade” é apenas uma piada publicitária, por sinal muito sem graça. Porém, há vários “cabras machos” que dão porrada em mulher ou que expulsam o filho de casa porque o garoto tem um “jeitinho estranho”. O espantoso é que ainda exista gente canalha para defender isso e ficar de mimimi porque “a virilidade está sendo atacada”. Ué, o “macho-macho” não consegue se defender? Se os privilégios da dominação machista fossem tão legítimos, não seriam ameaçados tão facilmente, não é? E que ironia, por bichas, por mulheres e por comunistas! Deve estar sendo difícil segurar o choro mesmo.
Os homens estão cansados de serem vigiados. Estão cansados de sofrer opressão para aprender a oprimir, na manutenção de um sistema que não beneficia ninguém. Estão cansados dessa vigilância constante, que transforma amigos em “patrulheiros do comportamento”, já que uma olhadela ou um gosto diferente podem ofender a “santa masculinidade”. É essa droga de “pode, não pode” que é umafrescura! Que fortaleza é essa que se abala com um salto alto, com uma unha pintada, com uma roupa ou com uma lágrima? É sério que o patriarcado – que se mantém vigente há séculos – treme por tão pouco?
É preciso ser muito macho ao assumir seus desejos, admitir fraquezas ou lutar por um ideal. Homens gays, mães solteiras, feministas, vadias, travestis e transexuais são “mais macho que muito homem”, pois desde cedo levam pedradas – muitas vezes, literalmente – sem poder gozar de privilégios. Ao contrário do que parecem temer os “guardiões da macheza”, não há perda de espaço para ninguém em um futuro igualitário. Há apenas – que surpresa – igualdade!
O homem não precisa “satisfazer sexualmente a mulher” ou “garantir o leitinho das crianças”. Não estamos em 1950. Mulheres são perfeitamente capazes de dividir as despesas da casa e dos filhos, sem falar nas várias que arcam com isso sozinhas. E quanto ao sexo, parece até piada! Mulheres não precisam de homens para se satisfazer, pois possuem dedos. Geralmente, cinco em cada mão. Um homem só se torna necessário por escolha afetiva, e aí cabe apenas escolher o parceiro ideal. E quanto à diferença entre “machos” e “gays”, fico feliz em informar que não existe!
Apesar da homofobia internalizada e reproduzida por muitos homossexuais, o ideal do “homem macho” exclui igualmente os discretos e os afeminados. E é justamente por isso que todo gay é um herói, nem que seja por ter salvado apenas a si. Para ser gay, é preciso abandonar a zona de conforto do privilégio e dar a cara à tapa. Mesmo sem intenção, a demonstração de afeto, o uso de um gíria ou qualquer coisinha, transforma o gay em agente político. Em ator da mudança. E uma vez que o progresso é inevitável, só resta aos conservadores ganir num cantinho, feito um animal acuado que sente a proximidade do fim.
É preciso ser muito homem – e muito mulher – para fazer como o Laerte( Em Familia ) e virar a vida de ponta cabeça em busca da felicidade. As bichas, aliás, fazem isso quando se assumem e quando enfrentam a hostilidade do machismo todos os dias. Ao “moderno homem heterossexual” ainda falta um longo caminho, mas que felizmente começa a ser percorrido. De fato, a virilidade masculina como valor se aproxima do fim. Já vai tarde. E sobre quem ainda luta contra isso… Bem, não estamos aqui para falar em “fracassados ressentidos”.
Deixa te ensinar uma coisa: está sentindo falta de macho? Baixa o Grindr, meu amor! Lá está “assim, ó″!
Permita-se. Seja livre. Seja fabuloso.
Creditos: osentendidos.com

domingo, 13 de julho de 2014

CRAZY SEXY COOL VOL 5 - ROCK EDITION



HOJE É DIA DE ROCK , BEBÊ !!!!

       Dia 13 de Julho , dia mundial do Rock & Roll, e é claro que não ficaríamos de fora dessa data, tá achando que CRAZY SEXY COOL é só bate cabelo??? Errou feio, errou rude!!! 
       Com a ajuda da nossa fiel colaboradora /zaydiaz e /dedesantos, fizemos um mega blaster CD de Rock & Roll, com as melhores das melhores!!! Quer bater cabelo??? Agora não é para um lado e pro outro, bebê, agora é pra frente e pra trás!!!! Sei quer várias músicas deixaram de entrar nesse CD, mas 37 músicas são suficientes para você ter uma torcicolo de tanto dançar Rock!!! 
       Nessa edição, resolvemos fazer algo diferente, e colocamos músicas internacionais e nacionais, porque o nosso Rock Nacional tem ótimas colaborações fonográficas. Sem mais delongas vejam o que separamos de bom para vocês curtirem esse domingão do Rock & Roll....

01 Intro ( Crazy ) - Limp Bizkit
02 My Generation ( Crazy ) - Limp Bizkit
03 Pts.Of.Athrty ( Crazy ) - Linkin Park
04 Chop suey ( Crazy ) - System of a down
05 Even flow ( Crazy ) - Pearl Jam
06 Erase This ( Crazy ) - Evanescence
07 American Life [Headcleanr Rock Mix]( Crazy ) - Madonna
08 Mercedes Benz ( Sexy Interlude ) - Janis Joplin
09 It's A Man's World ( Sexy ) - Karise Eden
10 Standing  In The Way Of Control ( Sexy ) - The Gossip
11 Back in black ( Sexy ) - Anastacia
12 Hold Me, Thrill Me, Kiss Me, Kill Me ( Sexy ) - U2
13 Sister Blister ( Sexy ) - Alanis Morristte
14 Decode ( Sexy ) - Paramore
15 Behind the Wall ( Cool Interlude ) - Tracy Chapman
16 Waiting For The End ( Cool ) - Linkin Park
17 Aftermath ( Cool ) - Adam Lambert
18 Let Me Go ( Cool ) - Avril Lavigne feat. Chad Kroeger
19 Stigmatized ( Cool ) - The Calling
20 Road Trippin' ( Cool ) - Red Hot Chilli Peppers
21 Seven Devils ( Cool ) - Florence and The Machine

Rock Deluxe:
22 What have you done ( Rock Deluxe ) - Within Temptations
23 Best Of You ( Rock Deluxe ) - Foo Fighters
24 Aerials ( Rock Deluxe ) - System of a Down
25 Highway To Hell ( Rock Deluxe ) - ACDC
26 Clint Eastwood ( Rock Deluxe ) - Gorillaz
27 Electrical Storm (William Orbit Mix) ( Rock Deluxe ) - U2

Rock Nacional Edition:
28 Giz ( Rock Nacional Edition ) - Legião Urbana
29 Preciso Dizer Que Te Amo ( Rock Nacional Edition ) - Pedro Mariano
30 Pra Sonhar ( Rock Nacional Edition ) - Marcelo Jeneci
31 Maluca ( Rock Nacional Edition ) - Cássia Eller
32 Vento no Litoral ( Rock Nacional Edition ) - Cássia Eller feat Renato Russo
33 Balada Do Amor Inabalável ( Rock Nacional Edition ) - Skank
34 Doce Solidão ( Rock Nacional Edition ) - Marcelo Camelo
35 Oração ( Rock Nacional Edition ) - A Banda Mais Bonita da Cidade

People's Choice:
36 Seven Nation Army ( People's Choice ) - The White Stripes
37 Porque que agente é assim ( People's choice ) - Cazuza







quarta-feira, 9 de julho de 2014

MEET & GREET - CRAZY SEXY COOL VOL 1 E 2






















        ENFIM, UM SONHO REALIZADO!!! LANÇAR UM CD COM AS MELHORES MÚSICAS JÁ LANÇADAS E AS VEZES NEM SEMPRE DADAS O DEVIDO VALOR!!! FOI ESSA A IDÉIA QUE TIVE PARA LANÇAR O CRAZY SEXY COOL..... COM TAMANHO SUCESSO DE CRÍTICA, FIZEMOS O MEET & GREET MAIS BAFO QUE O DA AVRIL LAVIGNE!!! COM MUITO SAMBA, CHURRASCO, RAINHA DE BATERIA, BATE CABELO, X BOX E CLARO ..... CRAZY SEXY COOL !!!.

















































sexta-feira, 4 de julho de 2014

A fabulosa geração de gays que nasceu para ser tudo que NINGUÉM quer!


Procuro cara assumido, sem complexo de inferioridade por ser gay, que curta o que quiser na cama, sem achar mais bonito ser ativo que passivo. Pode ser efeminado ou discretinho, só não pode reproduzir homofobia e menosprezar quem não é machão. E que tenha consciência social, sabendo que ainda há muitos direitos a conquistar, além de não ser racista e nem misógino. Se malhar, que seja por gosto e não por pressão externa. Que respeite a todos, sem julgar quem “se dá ao respeito” ou não.*
Infelizmente, essa chamada foi inventada. A rigor, só vemos gays procurando bem-dotado-dominador-macho-sarado-fora-do-meio. Não é curioso que essas preferências sejam exatamente as estimuladas pelo machismo, e que no entanto a justificativa pelo desgosto por tipos diferentes seja sempre “nada contra, questão de gosto”? Que “gosto” é esse, que se molda em uma cultura de opressão?
Homens são criados para continuar comandando o mundo. Da mamãe que faz questão de estender a toalha largada na cama, passando pela educação sexual que manda “pegar geral”. Pelo salário superior no mercado de trabalho, até o “direito” de reagir violentamente quando suas vontades ou crenças são desafiadas. Tudo gira em torno do macho. A construção da masculinidade segue padrões rígidos que vão da primeira roupinha azul até a obsessão pelo tamanho do pau. O problema é que essa construção é frágil, ameaçada por qualquer demonstração de “fraqueza”. E nesse idioma, o afeto – e qualquer coisa que seja lida como “feminina” – vira sinal de fragilidade ou emasculação.
É por isso que o papel da BICHA é tão baixo, tão ofensivo. É o homem abrindo mão de alguns dos seus privilégios – é impossível abrir mão de todos, já que o gênero masculino os carrega por si – para se nivelar por baixo. É como se a bicha desafiasse a estrutura de poder somente por existir. E uma ameaça deve sempre ser eliminada, seja a socos e lampadadas, seja através da desumanização provocada pela exclusão social.
Só que há gays que resistem. São bichas destruidoras mesmo, viu viado?
São os homens que andam de salto ou com maquiagem, que respondem às ofensas com um arquear de sobrancelhas. São os lírous, que levantam suas patas e batem o cabelo – mesmo quando o picumã é imaginário – ao som de Beyoncé. São os funkeiros, que se jogam no chão de perna aberta. Não admitem mimimi homofóbico e VRÁÁÁ, fecham! O quê? O tempo, meu amor!
O choro é livre e nada é mais hidratante que as lágrimas das inimigas. Apropriam-se de termos, criam linguagem própria e um andar específico, que desconstrói as prisões do gênero. Se libertam dessa hipermasculinidade tão incensada e tão insensata, que se julga séria, mas foi inventada. São os xingados, os agredidos, os não curtidos e não procurados. Eles são considerados uma vergonha e responsabilizados por todo o mal que nos aflige. Não “se dão ao respeito”. Por isso, esses caras lacram.
Respeito não se pede e nem se conquista, é um direito universal. Desde a criação da identidade gay – essa caixa na qual foram colocados os mais variados tipos de homossexuais – existe uma guerra por aceitação. Um grito urgente de “estamos aqui, somos assim e fazemos parte da sociedade também”. Adequar-se aos padrões domainstream talvez seja uma escolha válida em âmbito pessoal, para alguns, mas resistir ao status quo também é preciso. Não há nenhum desrespeito em não se deixar invisibilizar por normas machistas de comportamento e desejo.
Ninguém quer esse TIPO de gay porque ele é viado, é bicha, é boiola, é baitola emulherzinha. É o filho do vizinho. Se for nosso, é homossexual. Esse “gay ideal” que é um cidadão comum, sem trejeitos, que não faz alarde de sua vida e que jamais ofenderia a sociedade com demonstrações públicas de afeto. É aquele amigo culto que você nem dizque “por acaso é”. É aquele gay inofensivo que fica muito revoltado quando uma bichona joga sua reputação na lama.
Para começo de conversa, a homofobia é culpada por privar os sujeitos de sua identidade. Sempre que o indivíduo homossexual faz alguma coisa, o julgamento é de que a homossexualidade é a causa. Se ele é criminoso, é porque esses viados são uns degenerados. Se ele é educado, é porque esses gayzinhos são tão bonzinhos. E isso faz tanto sentido quanto dizer que todo brasileiro é malandro…
Ninguém foi educado para aceitar o diferente. Fomos educados a temer e a reprimir – às vezes com violência – o que ameaça a nossa zona de conforto. É por isso que nem os próprios gays aceitam sua diversidade. Acontece que nós somos muitos, todos diferentes. Aceita, que dói menos.
Drags, gírias, lápis no olho, passos de dança… São gritos de resistência! É a cultura que lutou para que gays pudessem até se casar, adotar crianças e viver discretamente atrás de cercas brancas, e que agora se recusa a morrer engolida por suas conquistas. Todos querem aceitação, mas ela não pode vir com imposições. É para aceitar, não para tolerar.
By the way, quem só come também é viado.
Liberte-se, seja qual for o seu caminho. Nós não devemos nada por sermos quem somos. E isso é fabuloso!
Creditos: osentendidos.com/