Ela ama o R&B, ela ama o soul! Uma das artistas britânicas mais legais da atualidade, a fofa da Katy B, fez um medley lindo do recente sucesso da Beyoncé com uma música da cantora americana Tinashe.
Ela começa a música com “Vulnerable”, single da modelo que virou cantora, para depois começar a cantar “Drunk In Love”, novo hit da Beyoncé.
Não ficou lindo? O que é a parte que ela fala “we woke up in the kitchen saying how the hell did this shit happen”? Foi amor essa versão.
Vale a pena ver também essa:
Trata-se da performance ao vivo de “Tumbling Down”, faixa do segundo álbum da Katy B, “Little Red”. Ela não é demais?
O grupo eletrônico é formado por 4 pessoas: os irmãos Jack e Luke Patterson, a loiraça Grace Chatto no violoncelo e o violinista (e muso) Milan Neil Amin-Smith. Aí você se pergunta: “não era eletrônico? E esses violinos?”. Pois é, o grande diferencial do grupo, e que tem garantido o destaque deles do bando é a fusão de deep house com música clássica. O bassline grave se funde com violinos agudíssimos, e os beats se sobrepõem ao violoncelo.
Na verdade, quando perguntados sobre o que são na verdade, Grace é enfática em dizer que começaram como um quarteto de cordas na faculdade que com o tempo se transformou em um coletivo! Jack começou a criar linhas de graves e batidas para as músicas clássicas e Luke veio com a bateria, e com o tempo vocalistas e mais vocalistas começaram a emprestar seus vocais e entregarem composições para o Clean Bandit, por isso são um coletivo, porque trabalham o tempo todo com vozes diferentes de pessoas diferentes, e eles não tem vergonha em dividir a atenção com os colaboradores. Em alguns momentos, eles afirmam pensar em uma ideia para um vídeo antes mesmo de ter uma ideia de música, e aí surge um compositor com uma canção, eles mesclam com seu instrumental e aplicam o vídeo engavetado. Esse modus operandi incomum que resulta em pérolas que estarão em seu primeiro cd, “New Eyes”, a ser lançado dia 12 de maio. O cd tinha sido marcado para 29 de julho, mas com o estouro do coletivo, a gravadora não quer perder tempo.
O primeiro single oficial é a massiva “Rather Be”, com participação de Jess Glyne nos vocais. Se você não entendeu nada do que eu disse acima da mistura de eletrônico com música clássica, é só ouvir esse single, você entenderá muito bem do que estou falando, e ainda por cima se apaixonará pela voz de Jess. É humanamente impossível não gostar dessa faixa:
Viu como é boa? A música está governando o topo das paradas britânicas com pulso firme, e não vejo sinais de que vá desacelerar por agora. Até já chegou no Brasil. Estava no táxi outro dia e começou a tocar na rádio! O único triste, como vocês verão, é que a gravadora já está começando a influenciar, “Rather Be” não tem um vídeo tão “artístico” e cool quanto os outros. Mas quem liga? Rendeu um super #1, haha.
Apesar de ser o primeiro smash hit, o Clean Bandit já vem trabalhando outras músicas no último ano, com o EP “Dust Clears” e músicas soltas, todas elas inclusas no disco, como o primeiro vídeo viral deles, para “Mozart’s House“, gravando em 2010 que foi relançado como single em 2013, mas o meu favorito mesmo é o de “A&E”, que eu vi uma vez quando lançaram lá em 2012, curti, mas nunca mais ouvi falar desse grupo, até esqueci que existia, rs. Fiquei até surpreso quando liguei os pontos e descobri que o povo de “A&E” era o mesmo de “Rather Be”:
E para completar a saga dos clipes incríveis: “Dust Clears”.
O Clean Bandit se beneficia da excelente fase que o “house fino” vem vivendo no Reino Unido, com nomes como Disclosure e Rudimental aparecendo em 10 de 10 festivais, recebendo indicações em premiações e acumulando hits! E aí, gostaram do pessoal? Vamos ouvir o “New Eyes” em maio?